quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A Pedagogia e a Educação Infantil

A Pedagogia, como a ciência da educação, distingue-se radicalmente da atividade educativa em si por definir-se como o conjunto de estudos sobre a educação e pela reflexão sistemática sobre a prática: Assim, a Pedagogia, como estudo sistemático, toma como ponto de partida a prática como objeto inconcluso e histórico, e a ela retorna (Pimenta, 1996, p. 39-70).

O objeto do campo da Pedagogia define-se, pois, como o ato pedagógico em determinada situação —no caso da educação infantil este objeto define-se pelo contexto das relações educacionais-pedagógicas e não pela análise de cada um dos fatores determinantes da educação da criança de forma isolada. Por exemplo: os processos gerais de desenvolvimento da criança interessam à Psicologia; já a educação da criança na creche como um contexto de desenvolvimento é de interesse particular da Pedagogia, que a partir do conhecimento psicológico observa, descreve, analisa e critica a intervenção pedagógica


Revista Ibero Americana

domingo, 1 de fevereiro de 2009

CURSOS DE EXTENSÃO EADCON 2009

Fevereiro 2009
DECISÕES ESTRATÉGICAS EM GESTÃO DE PESSOASDATA TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 10/02
CERTIFICADO: 5 HORAS
BOLETO: 10,00
HORÁRIO: 17h às 18h30

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA SALA DE AULADATA TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 13/02
CERTIFICADO: 5 HORAS
BOLETO: 10,00
HORÁRIO: 17h às 18h30

AS EMPRESAS E A RESPONSABILIDADE SOCIALDATA TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 16/02
CERTIFICADO: 5 HORAS
BOLETO: 10,00
HORÁRIO: 17h às 18h30

RODAS DE LEITURASDATA TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 18/02 -20/02 DATA TRANSMISSÃO POR STREAMING: 26/02 - 27/02
CERTIFICADO: 20 HORAS
BOLETO: 20,00
HORÁRIO: 17h às 18h30


Março 2009
CONTABILIDADE GERENCIALDATA
TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 03/03 - 04/03 - 05/03
DATA TRANSMISSÃO POR STREAMING: 16/03 - 17/03 - 18/03
CERTIFICADO: 30 HORAS
BOLETO: 30,00HORÁRIO: 17h às 18h30

GERENCIAMENTO POR PROJETOS
DATA TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 12/03 - 13/03
DATA TRANSMISSÃO POR STREAMING: 19/03 - 20/03
CERTIFICADO: 10 HORAS
BOLETO: 20,00
HORÁRIO: 17h às 18h30

ORATÓRIA: SEM MEDO DE FALAR EM PÚBLICO
DATA TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 09/03 - 10/03 - 11/03
DATA TRANSMISSÃO POR STREAMING: 23/03 - 24/03
CERTIFICADO: 30 HORAS
BOLETO: 30,00
HORÁRIO: 17h às 18h30


Abril 2009

EJA: PEDAGOGIA INOVADORA
DATA TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 08/04 - 09/04
DATA TRANSMISSÃO POR STREAMING: 13/04 - 14/04
CERTIFICADO: 20 HORAS
BOLETO: 20,00
HORÁRIO: 17h às 18h30

APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS
DATA TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 16/04 - 17/04
DATA TRANSMISSÃO POR STREAMING: 23/04 - 24/04
CERTIFICADO: 20 HORAS
BOLETO: 20,00
HORÁRIO: 17h às 18h30

FINANÇAS EMPRESARIAIS
DATA TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 22/04 - 23/04 - 24/04
DATA TRANSMISSÃO POR STREAMING: 28/04 - 29/04 - 30/04
CERTIFICADO: 30 HORAS
BOLETO: 30,00
HORÁRIO: 17h às 18h30


Maio 2009

DO QUESTIONÁRIO AO PROBLEMA CONTEXTUALIZADO
DATA TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 04/05 - 05/05
CERTIFICADO: 10 HORAS
BOLETO: 20,00
HORÁRIO: 17h às 18h30

CONTROLADORIA
DATA TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 13/05 - 14/05 - 15/05
DATA TRANSMISSÃO POR STREAMING: 20/05 - 21/05
CERTIFICADO: 30 HORAS
BOLETO: 30,00
HORÁRIO: 17h às 18h30

LOGÍSTICA EMPRESARIAL
DATA TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 27/05 - 28/05 - 29/05
DATA TRANSMISSÃO POR STREAMING: 02/06 - 03/06
CERTIFICADO: 30 HORAS
BOLETO: 30,00
HORÁRIO: 17h às 18h30

LÍNGUA PORTUGUESA E LIBRAS: PRÁTICAS DE INCLUSÃO
DATA TRANSMISSÃO POR SATÉLITE: 25/05 - 26/05
DATA TRANSMISSÃO POR STREAMING: 08/06 - 09/06 - 10/06
CERTIFICADO: 30 HORAS
BOLETO: 30,00
HORÁRIO: 17h às 18h3

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Matriz Curricular para o 5º período de Pedagogia

Organização e Estrutura da Educação Brasileira 40h
Planejamento e Avaliação Educacionais 40h
Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Linguagem do
Corpo e Movimento 40h
Literatura Infantil 40h
Ludicidade e Infância 40
Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Educação de
Jovens e Adultos 40h
Educação Especial 40h
Pesquisa e Prática Pedagógica V 80h
Estágio Supervisionado IV 40h
Atividades Acadêmicas Científico-culturais 40h

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Estudo dirigido - Política Educacional

...leia atentamente os referidos textos, afim de que estes o amparem teoricamente para a elaboração de texto argumentativo (30 a 50 linhas) que apresente considerações, inferências, interpretações e/ou exemplificações a serem tecidas sobre o seguinte questionamento:
De acordo com sua opinião, experiência, práxis entre outros aspectos:
os diferentes objetivos e princípios propostos para o Ensino Fundamental mencionados na LDB e no Plano Nacional de Educação têm sido contemplados com eficiência no Brasil, e o que precisa ser feito para que os mesmos sejam aprimorados
.

Há uma grande diferença entre o que está escrito na LDB e no PNE, e o que se pratica na sala de aula, eles são ótimos porém não são considerados nem pala metade.
O ensino de qualidade é muito caro, por isso pode ser pago por poucos ou tem que ser amplamente subsidiado e patrocinado.Temos um ensino em que predomina a fala massiva e massificante, um número excessivo de alunos por sala, professores mal preparados, mal pagos, pouco motivados e evoluídos como pessoas.Temos bastantes professores , alunos e até mesmo pais de alunos que ainda valorizam mais o diploma do que o aprender, que fazem o mínimo (em geral) para ser aprovados, que esperam ser conduzidos passivamente e não exploram todas as possibilidades que existem dentro e fora da instituição escolar, que valorizam a quantidade de exercício que fazem nas salas de aula e a quantidade de páginas de tarefas de casa. Ao invés de valorizar o aspecto cognitivo da criança.A infra-estrutura costuma ser inadequada. Salas barulhentas, pouco material escolar , tecnologias pouco acessíveis à maioria.

O ensino está voltado, em boa parte, para o lucro fácil, aproveitando a grande demanda existe, com um discurso teórico (documentos) que não se confirma na prática.. Há um predomínio de metodologias pouco criativas; mais marketing do que real processo de mudança. É importante tirar do papel o ensino de qualidade, mas conscientes de que é um processo longo, caro e menos lucrativo do que as instituições estão acostumadas. Porém não impossível.
É necessário assumir posturas diferentes, acabar com aquela velha história do “Eu”: “Eu ensinei”, “Eu fiz minha parte”, “Eu dei o assunto”, “Eu já estou formada”.
O maior desafio é encontrar um caminho para uma educação de qualidade, que integre todas as dimensões do ser humano. Para isso precisamos de pessoas que tenham consciência e façam essa integração em si mesmas, em todos os aspectos, que transitem de forma fácil entre o pessoal e o social. E até agora encontramos poucas pessoas que estejam prontas para a educação com qualidade.
Nas escolas públicas o professor é obrigado a aprovar o maior número de alunos possível, mesmo que não estejam preparados ,senão a verba da escola é cortada; Na escola particular, a direção e coordenação cobra que no final do ano todas as atividades livros sejam concluídas, que os cadernos estejam escritos em todas as folhas , os pais querem seus filhos aprovados a qualquer custo porque estão pagando. Questões como estas comprovam que os princípios da LDB e do PNE não estão sendo contemplados com eficiência no Brasil.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Natal Informático



Dê um CLIQUE DUPLO neste NATAL!

ARRASTE JESUS para seu DIRETÓRIO PRINCIPAL.

SALVE-O em todos SEUS ARQUIVOS PESSOAIS.

SELECIONE-O como seu DOCUMENTO MESTRE.

Que Ele seja seu MODELO para FORMATAR sua vida:

JUSTIFIQUE-a e ALINHE-a À DIREITA e À ESQUERDA,

sem QUEBRAS na sua caminhada.

Que Jesus não seja apenas um ÍCONE,

um ACESSÓRIO, uma FERRAMENTA,

um RODAPÉ, mas o CABEÇALHO,

a LETRA CAPITULAR, a BARRA DE ROLAGEM de seu caminhar.

Que Ele seja a FONTE da graça para sua ÁREA DE TRABALHO,

o PAINTBRUSH para COLORIR seu sorriso,

a CONFIGURAÇÃO de sua simpatia, a NOVA JANELA para VISUALIZAR o TAMANHO de seu amor, o PAINEL DE CONTROLE,

para CANCELAR seus RECUOS COMPARTILHAR seus RECURSOS e ACESSAR o coração de suas amizades..

COPIE tudo que é bom DELETE seus ERROS.

Não deixe à MARGEM ninguém, ABRA as BORDAS de seu coração,

REMOVA dele o VÍRUS do egoísmo. Antes de FECHAR,

Coloque JESUS nos seus FAVORITOS e seu Natal será o ATALHO de sua felicidade!

CLIQUE agora em OK para ATUALIZAR seus CONTEÚDOS!



quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O Jogo na Matemática

As atividades lúdicas (jogos, brincadeiras, brinquedos...) devem ser
vivenciadas pelos educadores. É um ingrediente indispensável no relacionamento
entre as pessoas, bem como uma possibilidade para que afetividade, prazer,
cooperação, autonomia, imaginação e criatividade cresçam, permitindo que o outro
construa por meio da alegria e do prazer de querer fazer e construir.

Para OLIVEIRA, (2007 p.5) "Quando crianças ou jovens brincam, demonstram
prazer e alegria em aprender. Eles têm oportunidade de lidar com suas energias em
busca da satisfação de seus desejos”. E a curiosidade que os move para participar
da brincadeira é, em certo sentido, a mesma que move os cientistas em suas
pesquisas. Dessa forma é desejável buscar conciliar a alegria da brincadeira com a
aprendizagem escolar.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A matemática e o uso das NTICs

A calculadora quando utilizada em sala de aula, não deve ser vista apenas como um instrumento para fazer contas mais rápido. O professor deve ter um olhar além desta concepção.
O seu uso deve ser direcionado para investigação e também para a verificação de resultados, pode ser uma ótima ferramenta na aprendizagem da matemática.
Existem três áreas da educação matemática cujos conteúdos podem ser potencializados pelo uso da calculadora: Resolução de problemas, cálculo metal e estimativa e intuição matemática.
Na resolução de problemas com a calculadora é possível aproximar o raciocínio que se faz na resolução de problemas de situações da vida real. A máquina permite operar os números mal comportados com os quais temos contato diariamente. Como exemplo do cotidiano, pode-se citar os preços, que são geralmente quebrados, principalmente dos bens de consumo.
O uso da calculadora não precisa ser necessariamente para resolver o problemas matemáticos, mas sim para checar os resultados obtidos. Assim, o professor tem mais tempo de explorar um maior número de problemas e aumentar a sua complexidade.
No cálculo mental e estimativa, existem atividades em que o instrumento é empregado para checar rapidamente se o raciocínio está correto. Se nessa mesma atividade o aluno tiver de parar para checar o resultado fazendo contas no papel, o exercício perde o sentido, fica moroso e ele logo se aborrece.
No campo da investigação matemática, a calculadora permite explorar temas que até há pouco tempo eram vistos apenas na teoria e resumidos a alguns exemplos. É o caso dos números primos, hoje amplamente utilizados nos sistemas de criptografia que estão por trás das senhas da informática. Números compostos por primos razoavelmente grandes podem proteger sistemas de senhas pois a tarefa de decompô-los empregando métodos braçais e mesmo computacionais é quase impossível.
Os computadores estão cada vez mais presente no cotidiano da sociedade moderna, apresentam recursos facilitadores da aprendizagem. Mas o professor deve estar atento e analisar com calma os programas (softwares) a serem usados com a turma.
A própria manipulação do computador e a compreensão de seu funcionamento, desenvolvem no aluno o raciocínio lógico.
A introdução do computador na educação tem provocado uma verdadeira revolução na concepção de ensino e de aprendizagem. Primeiro, os computadores podem ser usados para ensinar. A quantidade de programas educacionais e os diferentes modos de uso do computador mostram que esta tecnologia pode ser bastante útil no processo de ensino-aprendizado.
Entretanto, as novas modalidades de uso do computador na educação apontam para uma nova direção: o uso desta tecnologia não como "máquina de ensinar" mas, como uma nova mídia educacional, o computador passa a ser uma ferramenta educacional de possível mudança na qualidade do ensino. Isto tem acontecido pela própria mudança na condição de vida e pelo fato de a natureza do conhecimento ter mudado. O mundo de hoje é dominado pela informação e por processos que ocorrem de maneira muito rápida e imperceptível. Os fatos e alguns processos específicos que a escola ensina rapidamente se tornam arcaico e inúteis. Portanto, ao invés de memorizar informação, os estudantes devem ser ensinados a buscar e a usar a informação. Estas mudanças podem ser introduzidas com a presença do computador que deve propiciar as condições para os estudantes exercitarem a capacidade de procurar e selecionar informação, resolver problemas e aprender independentemente.

[...] uso do computador como mais uma ferramenta mediadora importante no processo ensino-aprendizagem; brigamos por uma escola (pública e particular) que ofereça a seus alunos todas as condições e ferramentas para que esses possam entender, apropriar-se e participar da construção do seu mundo. Contudo, o computador, talvez mais do que as demais ferramentas ora disponíveis na educação, deve ser usado de forma crítica [...] (MAGINA, 1998, p. 41)


A grande ponte na relação de parceria entre o computador e a Educação Matemática são as escolhas que o professor fará. [...] um paralelo metafórico entre o uso do computador e o uso de vários giz coloridos: ambos podem ser motivadores atraentes e desafiadores, mas também ser dispendiosos, figurativos e mal ou impropriamente utilizados. Portanto, cabe ao professor, facilitador indispensável no processo ensino-aprendizagem, decidir que cores usar, quando usar e, principalmente, como e para que usa-los. São essas as questões em torno das quais devemos abrir e expandir a discussão to tema ‘o computador e o ensino da matemática’ (MAGINA, 1998, p. 45)

O uso do computador como ferramenta de ensino, não leva a substituição do trabalho do professor, mas deve-se avaliar suas características próprias, vantagens e desvantagens.

Embora os computadores ainda não estejam amplamente disponíveis para a maioria das escolas, eles já começam a integrar muitas experiências educacionais, prevendo-se sua utilização em maior escala a curto prazo. Isso traz como necessidade a incorporação de estudos nessa área, tanto na formação inicial como na formação continuada do professor do ensino fundamental, seja para poder usar amplamente suas possibilidades ou para conhecer e analisar softwares educacionais. (PCN - Matemática, 1997, p.47)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A importância da psicomotricidade na educação infantil

A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança. Por meio das atividades, as crianças, além de se divertirem, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e as brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil.

A Psicomotricidade nada mais é que se relacionar através da ação, como um meio de tomada de consciência que une o ser corpo, o ser mente, o ser espírito, o ser natureza e o ser sociedade. A Psicomotricidade está associada à afetividade e à personalidade, porque o indivíduo utiliza seu corpo para demonstrar o que sente.
Vitor da Fonseca (1988) comenta que a "PSICOMOTRICIDADE" é atualmente concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação inteligível entre a criança e o meio.
Na Educação Infantil, a criança busca experiências em seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o esquema corporal. A abordagem da Psicomotricidade irá permitir a compreensão da forma como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio desse corpo, localizando-se no tempo e no espaço. O movimento humano é construído em função de um objetivo. A partir de uma intenção como expressividade íntima, o movimento transforma-se em comportamento significante. É necessário que toda criança passe por todas as etapas em seu desenvolvimento.

O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo. Através da recreação a criança desenvolve suas aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor.Para que a criança desenvolva o controle mental de sua expressão motora, a recreação deve realizar atividades considerando seus níveis de maturação biológica. A recreação dirigida proporciona a aprendizagem das crianças em várias atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no equilíbrio sócio-afetivo.

Segundo Barreto (2000), “O desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcional idade, da lateralidade e do ritmo”. A educação da criança deve evidenciar a relação através do movimento de seu próprio corpo, levando em consideração sua idade, a cultura corporal e os seus interesses. A educação psicomotora para ser trabalhada necessita que sejam utilizadas as funções motoras, perceptivas, afetivas e sócio-motoras, pois assim a criança explora o ambiente, passa por experiências concretas, indispensáveis ao seu desenvolvimento intelectual, e é capaz de tomar consciência de si mesma e do mundo que a cerca.

Bons exemplos de atividades físicas são aquelas de caráter recreativo, que favorecem a consolidação de hábitos, o desenvolvimento corporal e mental, a melhoria da aptidão física, a socialização, a criatividade; tudo isso visando à formação da sua personalidade.
SUGESTÕES DE EXERCÍCIOS PSICOMOTORES: engatinhar, rolar, balançar, dar cambalhotas, se equilibrar em um só pé, andar para os lados, equilibrar e caminhar sobre uma linha no chão e materiais variados (passeios ao ar livre), etc.....
Pode-se afirmar, então, que a recreação, através de atividades afetivas e psicomotoras, constitui-se num fator de equilíbrio na vida das pessoas, expresso na interação entre o espírito e o corpo, a afetividade e a energia, o indivíduo e o grupo, promovendo a totalidade do ser humano.
DICAS BIBLIOGRÁFICAS
CHICON, José Francisco. Prática psicopedagógica integrada em crianças com necessidades educativas especiais: abordagem psicomotora. Vitória: CEFD/UFES, 1999.
LAPIERRE, André; AUCOUTURIER, Bernard. A simbologia do movimento, psicomotricidade e educação. São Paulo: Manole, 1986.
LE BOULCH, Jean. Educação psicomotora: a psicomotricidade na idade escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.
VAYER, Pierre. A criança diante do mundo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.
WALLON, Henri. Do ato ao pensamento. Porto Alegre: Artes Médicas, 1947.


Original

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Escrever não é copiar

"O absurdo da Escola Tradicional é que se escreve nada para ninguém. Todo esforço que a Escola Tradicional pede a criança é o de aprender para demonstrar que sabe escrever"(KAUFMAN;RODRIGUEZ,1995,p.43). Você concorda com a afimação de Ana Maria Helena Rodriguez? Por quê? Comente.

domingo, 28 de setembro de 2008

FÓRUM PEDAGOGIA EADCON

VISITEM E PARTICIPEM DO NOSSO FÓRUM

É FÁCIL SE INSCREVER

EADCON PEDAGOGIA

Visitei vários fóruns, procurando tópicos sobre pedagogia, e encontrei pouquíssimos. Se nós estamos estudando para atuar como pedagogos, precisamos treinar mais as TICs.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Trabalhando com Nomes

TEMA :Nomes
EIXO: Linguagem oral e escrita.
TEMPO PREVISTO: 1º e 2º semestre.
BLOCOS DE CONTEÚDOS: Práticas de leitura.(escrita do próprio nome em situações nas quais se faz necessário)
OBJETIVOS: Reconhecer seu nome escrito, sabendo identificá-lo nas diversas situações do cotidiano.
PUBLICO ALVO: GRUPOS 1 e 2
ETAPAS PREVISTA:
* Hora do canto
* Pesquisa dos nomes.
*Trabalhar letras iguais.
*Trabalhar crachás.
HORA DO CANTO:
* Em roda cantando esta música passando uma bola.
A -----vai passando vai passando sem demora
Vai ___________diga seu nome agora.

* Em círculo todos cantando esta música na classe.
Fui andando por um caminho
Encontrei a ( mostrarei o crachá)
Segue um aluno falando.
A Maria não encontrei
Encontrei o Fernando.
Cada criança ao ser enunciada irá se colocando em uma roda.

* Brincando de roda no pátio
A canoa virou
Pois deixaram ela virar
Foi por causa de _______
Que não soube remar.
Siriri pra cá.siriri pra lá
A _______é velha e não quis casar.

* Em roda no pátio
Se eu fosse um peixinho e soubesse a nadar
Eu tirava ____________ do fundo do mar.
Colocar todos os crachás no centro da roda
Falar o nome da criança ela irá procurar o seu crachá e depois sentar na roda.



* Todos em roda sentados cantando esta música.
Casa do João na classe ou pátio
__________comeu pão na casa do João
Todos perguntam comeu?
A criança reponde Não?
Então quem foi?
Foi a (Rafaela )

* No pátio.
Dança das cadeiras com o crachá em cima da cadeira, quando parar a música a criança deverá procurar o seu nome para sentar.

PESQUISA SOBRE NOME DE CADA UM.
Mandará uma pesquisa para casa
Mamãe porque você escolheu este nome?

Conversa informal:
Você sabe a história do seu nome?
Você gosta do seu nome?
Qual o nome que você gostaria de ter?
Alguém na sua família tem o mesmo nome que você?
Será que na classe alguém tem o mesmo nome que você?
O que aconteceria se todas as pessoas tivessem o mesmo nome?
Como fazemos para identificar as pessoas que tem o mesmo nome?

APÓS RECEBER AS PESQUISAS O PROFESSOR DEVE:
Ler todas as pesquisas em roda ressaltando o nome de cada criança.
Todos em circulo em silêncio ouvem a história do seu nome e do seu colega.
Após o relato cada aluno escreverá o seu nome na lousa.
Professor escreverá o nome de cada um na lousa.
Fará uma comparação dos nomes escritos.




TRABALHANDO LETRAS IGUAIS:
* Estimularem para que as crianças digam seus próprios nomes.(repita também os nomes dos colegas).
* Montar um painel com os nomes das crianças.
* Quais são os nomes iguais?
* Lista de nomes de três crianças para que elas possam identificar o seu nome.
* Escrever as iniciais na lousa e esperar que descubram o nome a ser escrito;
* Escrever na lousa quatro nomes, mostrar as semelhanças dos nomes.
* Quem tem nome com quatro letras?
* Qual é o nome que começa com A?
* Quantos pedaços têm seu nome?

TRABALHANDO CRACHÁS :
* Confecção dos crachás em etiqueta auto-colante.(colar na blusa para identificação das crianças).
* Chamada com apoio do crachá.
* Colocar os crachás em um varal para que cada aluno pegue o seu.
* Misturar os crachás para cada um identificar o seu.
* Distribuir crachás trocados para que a criança identifique o seu nome.
* Apresentação do crachá em roda, deixando-as adivinhar a quem pertence aquele nome, fornecendo algumas características da criança.
* Colocar aleatoriamente o nome das crianças nas cadeiras e dizer às crianças que devem sentar onde está escrito o seu nome (variar o local nos outros dias).
* Nomear objetos pessoais junto com a criança (escova de dente, cadernos)
* Crachás ao centro da roda virados ao contrário, escolher um, apresentar e perguntar:
* Quem é o dono deste nome? O dono levanta, pega outro crachá podendo dar para a professora ou ter o mesmo procedimento;
* Combinar com as crianças que vamos guardar nomes grandes numa caixa grande e pequeno em outra; depois que usarem, pedir que guarde na caixa certa, exemplo: nomes pequenos na caixa azul e os grandes sempre na amarela.
* Oferecer as letras moveis ou massinha para que eles construam seus nomes.
* Nome surpresa (escrever o nome da criança com giz de cera ou vela. Sugerir que a criança passe o “aguado” na folha; aparecerá o nome.
* Pinte as letras do seu nome.
* Desenhe você e circule as letras do se nome.
* No dia do aniversariante faremos um cartão onde todos terão que escrever seu nome.
* Ajudante do dia será escrito na lousa e os alunos terão que adivinhar quem será.
* Bingo de nomes.
O nome de cada aluno escrito em uma ficha.
O professor tira uma letra de cada vez, de dentro do saquinho mostra à classe ao mesmo tempo em que fala o nome da letra.
As crianças vão marcando as letras que estiverem na sua cartela.
Termina o jogo quando todos tenham preenchido o seu nome.

§ AVALIAÇÃO:
§ Através das atividades proposta às crianças conseguiram reconhecer as letras do seu nome?
§ Houve participação dos alunos nas atividades propostas?
§ Conseguiram escrever seu nome com crachá?
§ Consegue escrever seu nome sem o crachá?

ATIVIDADE ESCRITA


01- CIRCULE AS LETRAS DO SEU NOME.


A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V X W Y Z
02-COPIE AS LETRAS QUE VOCÊ CIRCULOU.

__________________________________________


03- CIRCULE AS LETRAS DO SEU O NOME ESCREVA NA LINHA ABAIXO.

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V X W Y Z

04- COPIE AS LETRAS QUE VOCÊ CIRCULOU

05- ESCREVA O SEU NOME UTILIZANDO UM QUADRADINHO PARA CADA LETRA.


B
R
U
N
O


05-VAMOS COMPLETAR COM AS LETRAS QUE FALTAM?
P__ __LO
L__ __L___

06- MEU NOME QUANTAS LETRAS TEM?
VAMOS CONTAR DIREITINHO.

MARGARIDA

AGORA ESCREVA O SEU NOME ABAIXO.
________________________________

07-AGORA VAMOS ESCREVER O SEU NOME
______________________________________

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Desenvovimento da leitura nos anos iniciais




Ler é prever, pensar, integrar.
Aprendemos a ler lendo; diríamos até vivendo. Aleitura começa a partir do nosso contexto social, das interações que estabelecemos com o outro e com o mundo, isto é, configura-se como um processo anterior à escola.

O ato de ler, envolve entre outros aspectos cognitivos, a DECODIFICAÇÃO, momento em que o aluno descobre a lógica que rege o sistema alfabético da língua escrita, ou seja, quando é capaz de associar o signo gráfico a um som, transformando-o em linguagem oral e a COMPREENSÃO, é a captação de sentido ou conteúdo dos textos.

AULA 4 - Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Língua Portuguesa nos Anos Iniciais do ensino Fundamental


Para Incentivar a Leitura:

É uma atividade que vai estimular, firmar ou mesmo fazer com que seu filho ou aluno, tome gosto de vez pela leitura.
O primeiro passo é conversar com a criança e descobrir seu gosto literário.
Gosto literário aqui significa, saber de que tipo de história ela mais gosta. Feito isso, provoque ela à leitura. Isto é feito do seguinte modo:
Primeiro leia você mesmo um livro, sobre o assunto do qual ela gosta.
Deixe que ela veja você lendo.
Se fizer isso sutilmente, será melhor ainda.
Não tente chamar atenção para o fato de estar lendo, especialmente se você não tem o hábito de ler regularmente, pois ela pode perceber o artifício e estragar a tática.
Se o adulto é do tipo que gosta de ler e ela já sabe disso, então pode agir de forma natural.
Ao ler o livro, procure demonstrar as emoções que sente a partir do que está lendo.
Isto é, ria, faça comentários baixinho como se estivesse falando sózinho etc.,
Isso vai deixá-la bastante curiosa. Ao perceber que você gosta da mesma coisa que ela, sua auto-confiança, vai receber uma enorme injeção de ânimo. Imagine só, um adulto que gosta do mesmo que eu - pensará ela - e sem ninguém pedir para que ele fizesse isso! Quando terminar de ler, não lhe ofereça o livrinho. Ao invés disso, coloque-o em lugar visível, converse com ela sobre outros assuntos, e finalmente sobre histórias do tema que ela prefere; então comente sobre o que acabou de ler.
Como isso é feito por partes, a pressa pode estragar tudo. Assim, em outra ocasião, diga que comprou um livro para ela ver, e que é muito bom. Importante: Em momento algum a obrigue a ler. Dê-lhe o livrinho e pronto. Pode ser que no primeiro contato, ela apenas vá folhear as páginas para explorar o terreno onde vai pisar.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Aprendizagem significativa

A Teoria de Ausubel prioriza a Aprendizagem Cognitiva, que é a integração do conteúdo aprendido numa edificação mental ordenada, a Estrutura Cognitiva.
Essa Estrutura Cognitiva representa todo um conteúdo informacional armazenado por um indivíduo, organizado de uma certa forma em qualquer modalidade do conhecimento.
O conteúdo previamente detido pelo indivíduo representa um forte influenciador do processo de aprendizagem. Novos dados serão assimilados e armazenados na razão direta da qualidade da Estrutura Cognitiva prévia do aprendiz.

Esse conhecimento anterior resultará num "ponto de ancoragem" onde as novas informações irão encontrar um modo de se integrar a aquilo que o indivíduo já conhece.
Essa experiência cognitiva porém, não influencia-se apenas unilateralmente. Apesar da estrutura prévia orientar o modo de assimilação de novos dados, estes também influenciam o conteúdo atributivo do conhecimento já armazenado, resultando numa interação evolutiva entre "novos" e "velhos" dados.
Esse processo de associação de informações interrelacionadas denomina-se Aprendizagem Significativa.

Em contrapartida Ausubel também coloca a ocorrência da Aprendizagem Mecânica, que é aquela que encontra muito pouca ou nenhuma informação prévia na Estrutura Cognitiva a qual possa se relacionar, sendo então armazenada de maneira arbitrária. Em geral envolve conceitos com um alto ou total teor de "novidade" para o aprendiz, mas no momento em que é mecanicamente assimilada, passa a se integrar ou criar novas Estruturas Cognitivas.
Dessa forma a Aprendizagem Significativa é preferível a Aprendizagem Mecânica, ou Arbitrária. Pois constituí um método mais simples, prático e eficiente. Muitas vezes um indivíduo pode aprender algo mecanicamente e só mais tarde percebe que este se relaciona com algum conhecimento anterior já dominado. No caso ocorreu então um esforço e tempo demasiado para assimilar conceitos que seriam mais facilmente compreendidos se encontrassem uma "âncora", ou um conceito subsunçor, existente na Estrutura Cognitiva

sábado, 26 de julho de 2008

Entrevista com Ruben Alves


Ruben Alves


Aprender para quê?

Educador diz que a escola não leva em consideração o desejo de aprender e está longe de responder às perguntas das crianças

PALOMA COTES


Rubem Alves é um crítico do sistema de ensino brasileiro. Mas suas opiniões não carregam rancor contra quem quer que seja. Para o educador e professor emérito da Unicamp, o problema da escola é que ela não leva em consideração o desejo de aprender das crianças e está respondendo às perguntas que somente os adultos acham importantes. ''Crianças fazem perguntas incríveis'', avisa. Para Alves, questionamentos como ''quem inventou as palavras?'', ou ''gato podia se chamar cavalo e cavalo se chamar gato?'', são a prova viva do interesse que todo garoto tem por conhecer o mundo. Mas essa curiosidade investigativa, que leva o aluno a estudar, está longe dos programas escolares. ''Existe uma expressão terrível na escola: grade curricular. Deve ter sido cunhada por um carcereiro'', diz. Polêmico, propõe a extinção do vestibular e sugere que o processo seletivo para as universidades aconteça através de um sorteio. Prestes a lançar mais um livro (Presente, Frases, Idéias e Sensações..., Editora Papirus), espera com a nova publicação levar ao público seus pensamentos sobre o amor e a vida. ''Nem que a obra seja lida na privada'', provoca.


ÉPOCA - O senhor afirma que a maioria das escolas é chata? Por quê?
Rubem Alves - Não é de hoje que a escola é chata. Ela sempre foi assim e isso acontece porque as coisas são impostas às crianças. A prova de que uma criança gosta de ir à escola é se, na hora do recreio, ela está conversando com os amigos sobre as coisas que a professora ensinou. E não se vê isso. Então fica evidente que elas gostam da escola por causa da sociabilidade, dos amiguinhos, por causa do recreio. Mas elas não estão interessadas naquilo que se ensina na escola. Você acha que um adolescente, vivendo na periferia, pode ter interesse em dígrafos (grupo de duas letras usadas para representar um único fonema)? Não tem interesse nenhum. Existe outra expressão terrível: grade curricular. Já brinquei que deve ter sido cunhada por um carcereiro. A criança está vivenciando problemas que não têm nada a ver com os assuntos das aulas. Mas os professores apenas se justificam, dizendo que o programa afirma que é aquilo que se deve ensinar e acabou. Eu diria que na escola tradicional não se leva em consideração o desejo de aprender da criança. Elas expressam isso através dos questionamentos que fazem.
''Às vezes vejo os professores como esses guias turísticos que vão todo dia ao mesmo monumento, levando um grupo diferente e repetindo as mesmas palavras''
ÉPOCA - Quais questionamentos?
Alves - Se você reparar, as crianças fazem perguntas incríveis para conhecer melhor o mundo. Uma delas é: ''Quem inventou as palavras?''. Há outras boas: ''Gato podia chamar cavalo e cavalo chamar gato? Por que canteiro chama canteiro? Devia chamar planteiro, que é onde ficam as plantas! Por que a chuva cai aos pinguinhos e não toda de uma vez? Se na Arca de Noé havia leões, por que eles não comeram os cabritos?'' E por aí vai. Elas estão fazendo perguntas interessantes, mas as respostas não se encontram nos programas.

ÉPOCA - Por que o modelo de educação existe há tanto tempo?
Alves - Porque existe certa presunção da nossa parte, da parte dos adultos, de que as crianças não sabem nada, de que elas são vazias. E de que nós é que temos o saber.Também achamos que só nós podemos determinar o que elas têm de aprender. Isso é o que Paulo Freire denominou de educação bancária. Você vai sempre fazendo depósitos na criança. Houve um diretor de um abrigo para crianças e adolescentes em Varsóvia chamado Janusz Korczak. No abrigo dele, eram os alunos que exerciam a disciplina. E Korczak costumava dizer: ''Vocês, professores, me dizem que é muito difícil ensinar às crianças. Estou de acordo. E vocês dizem também que é muito difícil descer às crianças. Estou em desacordo. O que é muito difícil é subir ao nível de sensibilidade e de curiosidade das crianças, ficar na ponta dos pés, falar brandamente para não machucá-las''. É por isso que a escola não muda. Porque as pessoas não estão preparadas para subir ao nível das crianças.
ÉPOCA - Há salvação para esse modelo de ensino?
Alves - Eu passei por esse modelo de escola. Outros amigos meus passaram e acho que não ficamos tão atrapalhados assim (risos). Aliás, tenho memórias muito interessantes. A escola tinha muitas coisas boas e, a despeito de tudo, a gente aprende. Mas é uma perda de tempo muito grande. As escolas estão cheias de pessoas maravilhosas, mas é tanta gente que sofre, é reprovada e repete de ano que não acredito mais nesse modelo. É preciso esquecer as maneiras tradicionais de fazer escola. Estamos tão acostumados com a idéia de que a escola tem corredor, sala, campainha, que podemos até pensar em melhorar isso, mas não pensamos que a estrutura pode ser diferente.
ÉPOCA - Então, por que as escolas não mudam?
Alves - Por uma porção de fatores. Um deles é a inércia. As pessoas se acostumam a fazer sempre a mesma coisa porque aí elas não têm trabalho. Se você tiver uma escola mais solta, nunca sabe direito o que vai acontecer, você não pode preparar a lição porque sempre o aluno pode fazer uma pergunta que você não sabe. Na escola tradicional, o professor é aquele que sabe a matéria e vai para a sala de aula acreditando nisso. Mas hoje as matérias estão todas na internet. Hoje, a função do professor é ensinar o aluno a pensar e a descobrir onde ele pode encontrar a resposta para as perguntas que ele tem. Essa é uma função nova e completamente diferente do professor. Os que estão acostumados a preparar a aula até costumam usar as fichas do ano retrasado. Dificilmente vão mudar.
ÉPOCA - Como convencer um professor a se atualizar?
Alves - Acho que muitos desses profissionais estão acordando para isso simplesmente porque não estão mais agüentando o tédio. Tenho dó dos professores. Às vezes os vejo como esses guias turísticos que vão todo dia ao mesmo monumento, levando um grupo diferente e repetindo as mesmas coisas. Isso é muito chato. Nenhuma pessoa merece viver uma vida desse jeito.
ÉPOCA - O senhor afirma, como educador, que a escola precisa dar aos alunos ferramentas para entender o mundo. O que isso quer dizer na prática?
Alves - Simplificando a minha teoria, digo que o corpo carrega duas caixas: uma de ferramentas e a outra de brinquedos. O que são ferramentas? São todos os objetos usados para fazer alguma coisa. Então, ferramentas não são fins em si mesmos. E elas são importantes porque nos dão poder. Um alicate é muito mais poderoso que meu dedo. E a primeira coisa que a escola tem de perguntar é: isso que eu estou ensinando é ferramenta para quê? Segundo: o aluno quer fazer isso? Porque não adianta você dar uma ferramenta para a pessoa, um martelo e um prego, se ela quer ser pintora. A ferramenta só tem sentido se tiver uma demanda, se eu estou querendo fazer alguma coisa. Se eu estiver interessado em plantar um jardim, vou aprender sobre as plantas, esterco e fertilizantes. O professor tem de perguntar a si mesmo isso. Se não for ferramenta, ela não vai ser guardada.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Produção de Texto

Observando a prática pedagógica em escolas da rede pública e particular,
tradicionais ou de orientação construtivista, percebe-se que há uma inconsistência
da maioria das atividades elaboradas nas aulas – Isso nos leva a vários
questionamentos: O que assusta nas aulas de LP? O que afasta o aluno da leitura e da
escrita? Por que, passando tantos anos na escola, tantos anos estudando LP, não se
adquire habilidade lingüística suficiente para ser um - pelo menos - razoável leitor e
produtor de textos? Por que não encontra sentido no que faz (e pergunta: para que
preciso saber análise sintática?)? Por que a informação fácil graças à “evolução
tecnológica” nada auxilia?
Por outro lado questionamos a prática do professor e seu planejamento: Quais são os
objetivos do professor ao planejar as aulas de Língua Portuguesa? Como são
elaboradas as atividades dessas aulas? O que pode ser melhorado? O que é mais difícil:
ensinar gramática, fazer o aluno ler ou fazê-lo escrever?
Diante de tantos questionamentos, uma coisa é certa: tudo para ser aprendido precisa
ter sentido, logo o professor precisa buscar meios para tornar claro o sentido para os
conteúdos a serem ensinados. Assim, queremos que você busque respostas para esses
questionamentos e apresente em um texto, de aproximadamente 10 linhas, o que
deve mudar na prática do professor de Língua Portuguesa para que a escola cumpra a
proposta do Prof. Fiorin (1996:9), segundo a qual, “O compromisso primeiro do
professor de Língua Materna é auxiliar o aluno a tornar‐se um leitor autônomo e um
produtor competente de textos.”
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